Ronco e apneia do sono: quando dormir não significa descansar
Se você ronca com frequência, acorda cansado mesmo depois de uma noite inteira na cama ou já ouviu que “para de respirar” dormindo, o primeiro passo não é escolher um aparelho. É é entender o que está acontecendo com a sua respiração durante o sono.
Atendimento com o Dr. Rafael D’Avila. Avaliação individualizada, sem promessa de resultado.
- 1995Odontologia desde
- 2001Ortodontia desde
- 2Unidades no RS
- IndividualPlanejamento por caso
Talvez alguém já tenha te perguntado: “você sabe que ronca?”
O ronco é extremamente comum. Mas, em alguns casos, ele é mais do que um barulho desagradável: pode ser um sinal de que o ar não está passando adequadamente durante o sono. Nem todo mundo que ronca tem apneia. Mas todo ronco frequente merece atenção.
Durante a noite
- Ronco frequente e intenso
- Pausas na respiração
- Engasgos ou suspiros durante o sono
- Sono agitado e vários despertares
- Boca seca ao acordar
- Suor excessivo durante a noite
- Necessidade frequente de urinar à noite
Durante o dia
- Cansaço mesmo após dormir várias horas
- Sonolência excessiva
- Dificuldade de concentração e esquecimentos
- Irritabilidade
- Dor de cabeça pela manhã
- Sensação de que o sono nunca é suficiente
- Queda de rendimento no trabalho ou nos estudos
Nem todos esses sintomas precisam estar presentes. E, na maioria das vezes, quem percebe primeiro é quem dorme ao lado:
- “Você para de respirar enquanto dorme.”
- “Você parece estar engasgando.”
- “Você ronca e depois fica alguns segundos em silêncio.”
- “Você dá uns suspiros muito fortes durante a noite.”
Ronco e apneia não são a mesma coisa
O ronco
Acontece quando o fluxo de ar encontra dificuldade para passar pelas vias respiratórias durante o sono. Enquanto dormimos, os músculos da garganta relaxam. Em algumas pessoas, esse relaxamento — somado à anatomia da boca, nariz, garganta e mandíbula — estreita a passagem do ar. O ar passando por esse espaço reduzido faz os tecidos vibrarem.
Ele pode ser ocasional: depois de bebida alcoólica, de dormir pouco ou com o nariz congestionado. O problema é quando se torna frequente, intenso ou vem acompanhado de outros sintomas.
A apneia obstrutiva do sono
“Apneia” significa uma interrupção da respiração. Na apneia obstrutiva, a pessoa continua fazendo esforço para respirar, mas a passagem do ar fica parcial ou completamente bloqueada por alguns períodos durante o sono. Essas interrupções podem acontecer várias vezes numa mesma noite.
Em muitos casos, a própria pessoa não percebe. Ela simplesmente acorda cansada, tem dor de cabeça pela manhã, sente sono durante o dia ou nota dificuldade de concentração.
O que acontece durante um evento de apneia
- 01A passagem de ar fica cada vez mais estreita durante o sono e o fluxo diminui.
- 02Em determinado momento, pode ocorrer uma obstrução.
- 03O organismo percebe que está faltando oxigênio e aumenta o esforço para respirar.
- 04O cérebro provoca um pequeno despertar para recuperar a passagem de ar.
- 05A pessoa volta a respirar — muitas vezes com um ronco, engasgo ou suspiro — e volta a dormir.
Esse processo pode se repetir muitas vezes durante a noite. E é aí que está o problema: esses pequenos despertares fragmentam o sono e impedem que ele cumpra sua função de recuperação.
Não dá para saber sozinho como você respira enquanto dorme.
Converse com nossa equipe e entenda qual é o próximo passo para o seu caso.
A apneia não significa apenas “dormir mal”
A repetição das interrupções respiratórias pode causar alterações importantes no organismo. Por isso, investigar e tratar a apneia não é apenas uma questão de conforto — é uma questão de saúde.
No curto prazo
- Sonolência e cansaço
- Esquecimentos e alterações de memória
- Irritabilidade
- Dificuldade de concentração
- Queda de produtividade
- Dor de cabeça
No médio e longo prazo
A apneia não tratada está associada a maior risco de problemas cardiovasculares e metabólicos, além de poder contribuir para piora da qualidade de vida e do desempenho cognitivo.
Entre as condições relacionadas à apneia estão hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alterações metabólicas.
Uma consequência que costuma ser esquecida: a sonolência ao dirigir
Quem não dorme adequadamente pode apresentar redução da atenção e do tempo de reação. Isso é especialmente preocupante ao dirigir ou operar máquinas. Se você percebe dificuldade para permanecer acordado ao volante, principalmente em trajetos longos ou monótonos, isso merece atenção imediata.
Começa pela avaliação — não pelo aparelho
Se você suspeita de ronco ou apneia, não precisa começar tentando descobrir sozinho qual aparelho comprar. O caminho é entender o que está acontecendo e por quê.
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01
Avaliação clínica detalhada
Analisamos seus sintomas, seu histórico, suas queixas e as características anatômicas das estruturas orais e faciais. É aqui que o seu caso começa a ficar claro.
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02
Exame do sono, quando indicado
Dependendo do caso, pode ser solicitada uma avaliação do sono — como a polissonografia ou um exame domiciliar apropriado. Não é possível diagnosticar apneia apenas pelo ronco.
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03
Diagnóstico e gravidade
O exame mostra quantas vezes a respiração é interrompida ou reduzida, como está a oxigenação durante o sono, a frequência cardíaca, a posição em que você dorme e outros parâmetros. Isso permite determinar a gravidade do distúrbio.
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04
Plano de tratamento individualizado
Com o diagnóstico em mãos, definimos o que faz sentido para o seu caso — considerando causa, anatomia, gravidade, sintomas e suas características. Quando há indicação de aparelho intraoral, o planejamento é feito especificamente para você.
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05
Adaptação e acompanhamento
O tratamento não termina na entrega. Dentes, gengivas, articulação temporomandibular e mordida precisam ser avaliados antes e durante todo o acompanhamento.
Existe tratamento — mas não existe um único que sirva para todo mundo
O tratamento depende da causa, da anatomia, da gravidade da apneia, dos sintomas e das características de cada paciente. Entre as possibilidades avaliadas estão:
Mudanças de hábitos e estilo de vida
Tratamento de alterações nasais
Terapia posicional
Aparelhos intraorais
CPAP
Cirurgias em casos selecionados
Tratamentos específicos para crianças
Outras terapias, conforme a avaliação
O aparelho intraoral
São dispositivos confeccionados para serem utilizados durante o sono. Em determinados pacientes, ajudam a manter a via aérea mais aberta ao posicionar a mandíbula de maneira adequada. Podem ser uma opção especialmente interessante para alguns pacientes com ronco e para determinados casos de apneia obstrutiva do sono.
Mas o aparelho intraoral não é simplesmente um “aparelho antirronco”. Ele precisa ser indicado, planejado e acompanhado por um profissional capacitado — com avaliação de dentes, gengivas, articulação temporomandibular e mordida antes e durante o tratamento.
E o CPAP?
É um dos tratamentos mais conhecidos para a apneia obstrutiva do sono. O equipamento fornece um fluxo contínuo de ar por meio de uma máscara, ajudando a manter a via aérea aberta durante o sono. Para muitos pacientes, especialmente em casos moderados ou graves, o CPAP é um tratamento extremamente eficaz.
Algumas pessoas, no entanto, têm dificuldade de adaptação ao equipamento. Nessas situações, dependendo do caso, outras alternativas podem ser avaliadas. O importante é não abandonar o tratamento sem conversar com o profissional responsável.
O que significa o IAH no resultado do exame do sono
IAH é o Índice de Apneia e Hipopneia. Ele representa, de forma simplificada, a média de eventos respiratórios por hora de sono. De maneira geral:
| IAH | Classificação geral |
|---|---|
| Abaixo de 5 | Geralmente considerado dentro da faixa de normalidade |
| 5 a 14,9 | Apneia leve |
| 15 a 29,9 | Apneia moderada |
| 30 ou mais | Apneia grave |
Atenção: o número não deve ser analisado isoladamente. Sintomas, idade, condições de saúde, oxigenação, posição durante o sono e outros fatores também precisam ser considerados.
O que costuma atrasar o diagnóstico
“Sou magro, então não tenho apneia”
O excesso de peso é um importante fator de risco, mas uma pessoa magra também pode ter apneia. A anatomia das vias respiratórias, características da mandíbula e da face, alterações nasais e o aumento das amígdalas ou adenoides podem contribuir para a obstrução. Olhar apenas para o peso não é suficiente.
“É só emagrecer que resolve”
A perda de peso pode melhorar significativamente a apneia em pessoas com excesso de peso e, em alguns casos, reduzir sua gravidade. Mas isso não significa “perder peso e esperar”: a apneia pode continuar existindo mesmo após a perda de peso. A avaliação precisa ser individual.
“Basta dormir de lado”
Em algumas pessoas, sim. A apneia pode ser mais intensa ao dormir de barriga para cima, e a chamada terapia posicional ajuda determinados pacientes — especialmente quando os eventos acontecem predominantemente nessa posição. Mas ela não é adequada para todos.
“O álcool não tem nada a ver”
O consumo de bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir pode piorar o ronco e, em algumas pessoas, agravar os distúrbios respiratórios do sono — porque pode aumentar o relaxamento da musculatura das vias aéreas e alterar a arquitetura do sono.
“Ronco só atrapalha quem dorme do lado”
O ronco realmente afeta a qualidade do sono de quem divide o quarto. Mas existe uma questão mais importante: ele pode ser um sinal de que a própria pessoa não está respirando adequadamente durante o sono.
“Roncar é normal”
Roncar é comum — mas não deve ser simplesmente considerado normal. Quando o ronco é frequente, muito alto ou acompanhado de pausas respiratórias, engasgos, sono não reparador ou sonolência diurna, é importante investigar.
Crianças também podem ter distúrbios respiratórios do sono
Nas crianças, o aumento das amígdalas e adenoides, alterações no desenvolvimento das arcadas dentárias, respiração predominantemente pela boca e determinadas características anatômicas podem contribuir para a obstrução das vias aéreas.
A avaliação infantil deve ser individualizada e, quando necessário, envolver diferentes profissionais.
Sinais que merecem atenção
- Ronco frequente
- Respiração pela boca
- Sono agitado e pausas respiratórias
- Suor excessivo durante o sono
- Dificuldade para acordar
- Irritabilidade e alterações de comportamento
- Dificuldade de concentração
- Sonolência ou, em algumas crianças, hiperatividade
Quantos destes sinais você reconhece?
Você reconheceu 0 de 13 sinais
Quanto mais sinais você reconhece, maior a importância de conversar com um profissional de saúde. Este checklist tem finalidade educativa, não substitui uma avaliação médica ou odontológica e não serve, sozinho, para diagnosticar apneia do sono.
Dr. Rafael D’Avila
Na OdontoOrto, acreditamos que cuidar da saúde bucal também significa olhar para o paciente de forma integral. A avaliação de pacientes com ronco e suspeita de distúrbios respiratórios do sono pode envolver a análise das estruturas orais e faciais, hábitos, sintomas e exames relacionados ao sono.
Quando existe indicação de tratamento com aparelho intraoral, o planejamento é individualizado e acompanhado profissionalmente. O objetivo não é simplesmente fazer você parar de roncar. É entender por que o ronco acontece e, quando existe um distúrbio respiratório do sono, buscar o tratamento adequado.
- Odontologia desde 1995
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- Atendimento em Campo Bom e Porto Alegre
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O que os pacientes contam
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Dúvidas que costumam vir antes da avaliação
Roncar é normal?
Roncar é comum, mas não deve ser simplesmente considerado normal. Uma pessoa pode roncar eventualmente sem apresentar nenhum problema relevante. Porém, quando o ronco é frequente, muito alto ou acompanhado de pausas respiratórias, engasgos, sono não reparador ou sonolência durante o dia, é importante investigar.
Como eu sei se tenho apneia?
Não é possível diagnosticar apneia apenas pelo ronco. O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. Dependendo do caso, o profissional pode solicitar uma avaliação do sono, como a polissonografia ou um exame domiciliar apropriado.
Preciso fazer exame do sono antes de agendar?
Não. O caminho começa pela avaliação clínica. Se você já tem um exame do sono, traga — ele ajuda muito na análise. Se ainda não tem, avaliamos a necessidade de solicitar durante a consulta.
O aparelho intraoral resolve o meu caso?
Depende da avaliação. Os aparelhos intraorais podem ser uma opção especialmente interessante para alguns pacientes com ronco e para determinados casos de apneia obstrutiva do sono. Mas eles precisam ser indicados, planejados e acompanhados por um profissional capacitado — e é necessário avaliar dentes, gengivas, articulação temporomandibular e mordida antes e durante o tratamento.
Já uso CPAP e não consigo me adaptar. O que fazer?
O CPAP é um tratamento extremamente eficaz para muitos pacientes, especialmente em casos de apneia moderada ou grave. Algumas pessoas têm dificuldade de adaptação e, nessas situações, dependendo do caso, outras alternativas podem ser avaliadas. O importante é não abandonar o tratamento sem conversar com o profissional responsável.
Sou magro. Ainda assim posso ter apneia?
Sim. O excesso de peso é um importante fator de risco, mas uma pessoa magra também pode ter apneia. A anatomia das vias respiratórias, características da mandíbula e da face, alterações nasais, aumento das amígdalas ou adenoides e outros fatores podem contribuir para a obstrução.
Se eu emagrecer, a apneia passa?
A perda de peso pode melhorar significativamente a apneia em pessoas com excesso de peso e, em alguns casos, reduzir sua gravidade. Mas a apneia pode continuar existindo mesmo após a perda de peso, e uma pessoa pode ter apneia estando dentro do peso adequado. A avaliação precisa ser individual.
Criança pode ter apneia do sono?
Sim. Nas crianças, o aumento das amígdalas e adenoides, alterações no desenvolvimento das arcadas dentárias, respiração predominantemente pela boca e determinadas características anatômicas podem contribuir para a obstrução das vias aéreas. A avaliação infantil deve ser individualizada e, quando necessário, envolver diferentes profissionais.
Quanto custa o tratamento?
O tratamento depende da causa, da anatomia, da gravidade e das características de cada paciente — por isso não existe um valor único. Os valores e as condições são apresentados após a avaliação, quando já sabemos o que faz sentido para o seu caso. Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para tirar essa dúvida.
Vocês atendem em quais cidades?
Atendemos em duas unidades: Campo Bom e Porto Alegre. Endereços e horários estão logo abaixo.
Você realmente sabe como está respirando enquanto dorme?
Durante o sono, você não consegue observar a própria respiração. Por isso, muitas pessoas convivem durante anos com ronco e apneia sem saber. Roncar não deve ser motivo para vergonha — mas ignorar sinais de apneia pode ser um erro.
Converse com nossa equipe e descubra qual é o melhor caminho para o seu caso.
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